Avis rara
Olhar de quem
Sabe estar extinta
Sabedoria velada
Assuesce unus esse!
Solidão tua sina
Ultima exemplar
Aceitar
Que os dias virão
Passarão
E que vai ficar
Dor e vida
Morte e êxtase
Avis rara
Onde é teu lugar
No dia de tua morte
A linhagem que termina
Avis rara
Avis rara
Assuesce unus esse.
Acostuma-se a ser só !
Avis Rara
maio 25, 2007 às 1:26 am (Poesias)
Águas Lodosas
maio 19, 2007 às 1:43 am (Poesias)
Célere
Veloz como um raio
Que corta os céus
Trazendo a morte em seu caminho
Meus pensamentos
Num redemoinho de ventos
Absurdos
Um consolo
Melancólico
Lento como um rio lamacento
Cheiro pútrido
Carrega as historias esquecidas
Num redemoinho de águas
Lascivas e letais
Arrastando a sanidade
Contemplativo
Como o corpo que apodrece
Sem identidade
Sem vida
Sem laços
Perdido entre limiares
A espera das raízes que irão abraçá-lo
E enfim fazer parte do ser que o extermina
Lembrança
Um amor não nascido
Envolto na violência do raio
Permanente como o lodo
Eterno como as árvores
Interminável como a morte
Espero você
maio 17, 2007 às 2:02 am (Poesias)
Espero você
Presa na nuvem
Que não se derrama
Espero você
No broto que foi sufocado
pela sombra
Espero você
No olhar do condenado
No instante final
Espero você
Na ultima réstia de luz do dia
Espero você
Ao retornar para casa
Espero você
Na longínqua curva
do meu caminho
Espero você
Pacientemente
Espero você
No limiar da vida e da morte
Espero você
Ao invocar um Deus
Espero você
Diante de um rio que corre
Espero você
No soar do trovão
Espero você
Passo meus dias e minhas noites
Antecedendo o momento da sua chegada
Agora… nesse instante
Espero você.